segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Células-tronco poderão curar a cegueira?


De acordo com um estudo publicado na revista “Lancet”, o transplante de células-tronco ajudou a restabelecer a visão de 18 pacientes que sofriam de uma forma de cegueira incurável. O experimento que durou três anos incluía portadores de degeneração macular relacionada à idade (DMRI) ou distrofia macular de Stargardt . O resultado revelou que 72% dos pacientes transplantados tiveram aumento na pigmentação sub-retiniana e na pigmentação ao longo do tempo, indicativo de uma alta taxa de sucesso. “Nossos resultados sugerem que a técnica é segura e marca um passo importante no uso de células-tronco no tratamento de vários transtornos”, afirmou Steven Schwartz, um dos coordenadores do estudo pelo Instituto da Visão Jules Stein, em Los Angeles.

O principal objetivo deste estudo é avaliar se a terapia é segura. Os autores acreditam que a eficiência seria maior com uso de células-tronco do próprio indivíduo (autólogo). Por isso a importância de ter suas células-tronco armazenadas. A descoberta traz cada vez mais esperança para as milhares de pessoas que sofrem destas doenças.

domingo, 6 de setembro de 2015

Células mesenquimais podem ajudar à reduzir rugas e rejuvenescer o rosto sem cirurgia

Um novo método que ajuda a reduzir as rugas utilizando células-tronco de tecido adiposo vem sendo utilizado no mercado americano nos últimos anos. Já sabemos que a gordura de lipoaspiração pode ser usada como fonte de células mesenquimais (veja aqui). Depois de separadas e caracterizadas, essas células-tronco são injetadas como em qualquer técnica atual de preenchimento: em cima dos sulcos que a paciente deseja eliminar.
As células-tronco mesenquimais ajudam a ativar a produção de colágeno e elastina – o que diminui muito conforme nossa idade avança. Mas de acordo com a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo e consultora da StemCorp, essa utilização deve ser feita com cautela e por especialistas com experiência. "Imagine se em vez de formar músculos, a célula chega lá e diz: ‘eu quero virar osso’! Seria um desastre”, diz a geneticista. É muito importante saber a qualidade das células-tronco antes de injetar. Por isso a caracterização das células é essencial como controle de qualidade.

A equipe da StemCorp alerta para procedimentos disponíveis no mercado chamados de “injeção de células-tronco”. Nestes, o tecido adiposo é somente centrifugado e injetado. Esta técnica é cada vez mais comum em cirurgias plásticas e o importante é esclarecer que o resultado pode ser inesperado, visto que não são somente células-tronco que são injetadas. Pergunte para seu médico quais são os controles de qualidade das células-tronco quando o procedimento for apresentado. É necessário ter células-tronco caracterizadas para estas se diferenciarem no tecido que precisa ser regenerado e o procedimento ter sucesso. Por isso é importante ter suas células-tronco na mão de especialistas com experiência e knowhow. Procure saber as qualificações da equipe responsável pelas suas células para garantir a eficiência, sucesso e segurança do seu procedimento. 





terça-feira, 25 de agosto de 2015

Células-tronco mesenquimais dão esperança à pacientes com Distrofia Muscular


Pesquisadores da equipe StemCorp, afiliados ao Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo, descobriram que células-tronco mesenquimais encontradas no tecido adiposo, quando injetadas em camundongos com distrofia muscular, melhoravam a fraqueza dos animais e aumentavam sua expectativa de vida!
A distrofia muscular faz parte de um grupo de mais de 30 doenças diferentes que afetam a musculatura do corpo. Por causa da alteração em um gene, a pessoa deixa de produzir uma proteína essencial para o músculo, que leva a degeneração e fraqueza progressiva.

Se contarmos todas as Distrofias Musculares, podemos dizer que estas doenças acometem uma em cada mil pessoas. Isso significa que, no Brasil, mais de 200.000 pessoas são atingidas por essas doenças, que são  muito graves e incapacitantes. Devido ao grande número de pessoas acometidas, grupos de pesquisas ao redor do mundo têm buscado alternativas de cura para as distrofias.
O grupo do laboratório do Centro de Estudos do Genoma Humano, do Instituto de Biociências da USP,  descobriu que células-tronco mesenquimais do tecido adiposo, quando transplantadas em camundongos com distrofia muscular podem melhorar os sintomas dos animais e ainda aumentar seu tempo de vida em 30%, em média.
E esta tecnologia pode estar disponível em poucos anos para tratar pacientes. “Isso é um resultado muito importante, porque se a gente conseguir transferir  estes resultados para o paciente, isso significa 20 anos a mais na vida da pessoa. Uma pessoa de 60 anos vai poder viver 20 anos a mais”, explicou Mayana Zatz, diretora do Centro de Pesquisa e assessora científica da StemCorp.
A StemCorp é a única empresa no Brasil que possui uma equipe com extenso conhecimento científico, envolvida em diversos testes clínicos e apta a entregar as células prontas para serem usadas!



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Células-tronco no combate à dor

A dor neuropática é um tipo de sensação dolorosa que ocorre em uma ou mais partes do corpo e é associada a doenças que afetam o Sistema Nervoso Central, ou seja, os nervos periféricos, a medula espinhal ou o cérebro.
Ela atinge aproximadamente 5% da população. Entre os pacientes com diabetes a frequência é maior e varia de 10 a 20% dos doentes. Não existe tratamento, visto que na maioria dos casos não responde à medicamentos analgésicos. 
Um estudo feito em camundongos por uma equipe da Universidade de Duke (EUA), demonstrou que injeções de células-tronco mesenquimais podem ser capazes de aliviar a dor neuropática. Os camundongos tratados com as células-tronco mesenquimais foram muito menos sensíveis à estímulos dolorosos em comparação aos não tratados. Os resultados publicados em um artigo recente no Journal of Clinical Investigation, mostram que a terapia tem potencial de ser utilizada em casos de dor crônica, lombar e lesões da medula espinhal.
As células mesenquimais já estão sendo testadas em diversos testes clínicos com sucesso, inclusive para o tratamento de dor. Entretanto, o mecanismo de ação ainda não está claro. Segundo Ru-Rong Ji, professor de anestesiologia e neurobiologia da Duke, o que se sabe é que "o efeito analgésico foi incrível. Normalmente, se você der um analgésico, você vê o alívio da dor por algumas horas, no máximo alguns dias. Mas com as células-tronco mesenquimais, com somente uma única injeção vimos alívio por quatro a cinco semanas”, afirmou o professor.

Este trabalho mostra sucesso em testes pré-clinicos e abre perspectivas para novas aplicações terapêuticas. 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Medicina esportiva e células-tronco

O desempenho dos atletas e as organizações esportivas têm sido comprometidos pelas constantes lesões físicas e seus efeitos à longo prazo. Na tentativa de procurar alternativas aos tratamentos disponíveis, uma nova área na medicina vem mostrando sucesso em acelerar a recuperação dos atletas: a medicina regenerativa.

A maior aposta é a utilização de células-tronco, principalmente as mesenquimais, estas podem ser aplicadas em uma variedade de terapias, incluindo regeneração de ligamentos, tendões, lesões ósseas e cartilagem de joelho.
A medicina regenerativa tem ganhado mais atenção devido ao número de pesquisas patrocinadas por grandes organizações esportivas. Em 2013,  a Harvard Medical School recebeu 10 anos de concessão do multimilionário grupo da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL). Este visa tratar e estudar as lesões e doenças ligadas ao esporte. Este numero só tende a aumentar, já está previsto um aumento significativo em 2017. Com um mercado de $24.700 milhões devido à alta procura dos atletas.
A Clínica Mayo, localizada em Minnesota (EUA) chama a terapia de uma "área de jogo de mudança da medicina", oferecendo terapia eficaz para as pessoas cujas lesões não podem ser reparadas pelas técnicas atuais. Especialistas acreditam que o campo combina a biologia celular, medicina tradicional e física, é uma promessa para o tratamento de inúmeras condições.
Desta maneira, com o avanço da medicina regenerativa, a medicina esportiva conta com o uso de células-tronco como uma alternativa para as técnicas atuais.
Um dos casos mais famosos no cenário esportivo é de Rafael Nadal. O tenista vem realizando desde o final do ano passado um tratamento com células-tronco para aliviar os problemas em suas costas. As dores na região o atrapalharam durante grande parte desta temporada. O procedimento é realizado para acelerar a recuperação das cartilagens e o processo é extremamente similar ao que Nadal foi submetido em seu joelho no ano passado.
Outro atleta que passou por tratamento com células-tronco foi um dos melhores quarterback da história da NFL Peyton Manning.  Ele realizou um tratamento experimental com células-tronco para a sua lesão no pescoço. O tratamento surtiu efeito e Manning voltou a atuar no futebol americano na temporada 2014-2015.
Astros da NBA como Kobe Bryant e Paul Gasol também já realizaram tratamentos com células-tronco para curar suas lesões no joelho e tendão, respectivamente.
No MMA quem se utilizou do tratamento com células-troncos foi a lenda e um dos primeiros lutadores o brasileiro Rodrigo Minotauro. Ele que realizou um tratamento em janeiro deste ano, em Kansas (EUA), garantiu que está tendo resultados positivos com o método.
“Fui aos Estados Unidos, no estado de Kansas, onde tem uma clínica que fazem um tratamento de células-tronco, que tiram célula de gordura das costas, três seringas grandes, e aplicam nas articulações. Apliquei no joelho, no quadril, cotovelo e isso estimula o crescimento da cartilagem. É uma coisa inovadora, uma técnica nova. Eles já fizeram em 153 pacientes nesse lugar, então já estão com o tratamento adiantado há um ano. Fiquei feliz de ter esta oportunidade e estou tendo resultados positivos na questão da dor. Não deixo de fazer minha fisioterapia de sempre, que é a responsável por eu estar curado do meu quadril, mas fiz isso para dar um reforço a mais. Estava precisando, fiz a cirurgia há um tempo e resolvi fazer para ficar 100. Já deu para sentir uma melhora na dor que vinha sentindo nas costas”, disse Minotauro em entrevista ao Canal Combate.
Outro caso recente foi da brasileira Laís Souza que em abril de 2014, durante os treinos com esqui em Salt Lake City (EUA), sofreu uma queda e se chocou contra uma árvore, acidente que ocasionou uma lesão grave na coluna da atleta brasileira, afetando a medula espinhal. Ela acabou sofrendo uma lesão na terceira vértebra (C3) da coluna cervical e um deslocamento e compressão das demais localizadas abaixo, o que a deixou sem movimentos de braços e pernas.
Considerada irreversível pelos especialistas, já que o tecido neurológico tem capacidade mínima de autorregeneração, realizou um tratamento experimental com células-tronco no Miami Project to Cure Paralysis, nos Estados Unidos. A resposta da brasileira apesar de lenta, mostrou-se eficiente. Atualmente, Laís já tem uma sensibilidade fina nos pés, as vias sensitivas estão passando através da lesão, não está tudo parado e novos tratamentos serão realizado na atleta.
Todos estes tratamentos ainda estão em fase experimental, e por isso não podem ser cobrados. No Brasil a StemCorp está envolvida em diferentes testes clínicos incluindo um que visa a regeneração da cartilagem do joelho. O importante agora é armazenar suas as células-tronco mesenquimais para serem utilizadas em caso de uma lesão. Uma vez que no futuro próximo estes procedimentos poderão ser realizados como rotina e suas células-tronco estarão prontas para serem utilizadas!