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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O uso das células-tronco mesenquimais ultrapassa o de células-tronco hematopoiéticas nas pesquisas

Os artigos científicos publicados são um parâmetro de análise tendências de novas tecnologias, incluindo as possíveis terapias que virão para o mercado nos anos seguintes.
Os cinco dos tipos de células-tronco mais utilizados ​​na pesquisa são as células embrionárias, mesenquimais, as hematopoiéticas, neuronais e as pluripotentes induzidas. Se analisarmos as publicações científicas que utilizam estas células-tronco em bases de dados podemos ter uma amostra de como está a tendência de uso destas células.  
Como base de dados temos: O PubMed - Serviço da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos;  e os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), contém mais de 19 milhões de artigos científicos desde os anos 50. 
A análise de bases de artigos científicos comparando estes cinco tipos de células-tronco mostrou que, recentemente, existe uma mudança no padrão de publicações. Indicando então uma preferência na utilização de um tipo destas células na pesquisa, veja os gráficos abaixo.





Como podemos observar no gráfico acima, as células-tronco hematopoiéticas foram o tipo mais utilizado em pesquisas até 2014 nas pesquisas. Já no ano passado houve uma mudança, as células-tronco mesenquimais, pela primeira vez, ultrapassaram as células hematopoiéticas.
Além disso, as células mesenquimais foram o único tipo de células-tronco dos cinco analisados ​​que tiveram um aumento de publicações científicas 2014-2015. Todos os quatro dos outros tipos tiveram uma diminuição.
Esta tendência mostra o aumento no uso de células-tronco mesenquimais e o seu maior potencial. Sempre procuramos embasar nosso conhecimento em artigos científicos. Por isso esta mudança no número de publicações é importante para mostrar que estamos no caminho certo armazenando as células-tronco mesenquimais, visto seu maior uso.






terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Tipo de célula-tronco é fator importante no tratamento da Doença de Crohn

A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal que causa diarreia, cólica abdominal, febre frequente e, às vezes, sangramento retal. Também pode ocorrer a perda de apetite e de peso. Os sintomas podem variar de leve a grave.
A doença é notoriamente difícil de tratar. Até um terço das pessoas que sofrem de Crohn não respondem bem ao tratamento convencional.
Foi observado que pacientes com leucemia e Crohn ao fazerem o transplante de medula tinham melhora dos sintomas da doença intestinal. Com isso, o uso de células-tronco hematopoiéticas foi sugerido para tratar a doença. O transplante de medula foi proposto para pacientes com Crohn, mas por ser muito agressivo, devido ao processo de quimioterapia anterior, a abordagem foi descartada. Por este motivo, muitos grupos apostaram no uso de células-tronco hematopoiéticas para tratar a doença. Entretanto, recentemente, foi mostrado que o uso de células tronco hematopoiéticas para Crohn não leva à melhora significativa em relação à terapia convencional. 
Adultos com a doença foram submetidos ao transplante de células-tronco hematopoiéticas e, em comparação com a terapia convencional, a terapia com as células-tronco hematopoiéticas não resultou em melhora na remissão da doença em l ano. E pior, foi associado à toxicidade significativa, de acordo com um estudo publicado no dia 15 dezembro no JAMA.
A boa notícia é que o a utilização de células-tronco mesenquimais (MSC) parece promissora e pode ajudar. Já explicamos muitas vezes a diferença entre células-tronco mesenquimais e hematopoiéticas (veja aqui). Mas este é mais um motivo para ficar atento!!! Ensaios clínicos mostram que a injeção de MSC melhora muitos sintomas da doença de Crohn. Em um teste clínico, 15 pacientes foram injetados com de MSC, destes, 12 demonstraram resposta positiva ao tratamento e oito pacientes tiveram remissão total da doença.
A terapia com MSC é promissora, não somente por melhorar os sintomas de Crohn, mas também por não ser invasiva, não requer quimioterapia e tem poucos efeitos colaterais conhecidos. Mas este tratamento ainda está em testes clínicos, e ainda existem questões técnicas e regulatórias  à serem respondidas antes de trazer o tratamento com MSC ao público. No entanto, estes ensaios mostram a eficácia e segurança a longo prazo.  

Este é mais um estudo que mostra é como é importante preservar as células-tronco mesenquimais para uso futuro. O uso para Crohn e outras doenças mostra o grande potencial das células-tronco mesenquimais - um potencial podemos tirar proveito se optarmos por armazenar nossas células-tronco mesenquimais.